Sunday, March 19, 2023

Nos Corredores da Escola

 

Os corredores. o jardim, a cantina, o bar, as escadas e os recantos onde nos encontramos e reencontramos para partilhar ideias são espaços de lazer no tempo livre ?

 

Os diferentes eventos e trocas culturais que acontecem num corredor de uma escola são espaços de lazer no tempo livre?


 
 
Quando no deambular pelos corredores nos encontramos com a arte e a música.

(...)
Os trabalhos que habitualmente estão expostos nos espaços comuns da escola são um forte apelo sensorial e convidam a múltiplas interações por parte de toda a comunidade escolar. Assumem um papel de mediadores para diálogos pessoais e interpessoais, abrindo-se à socialização dos conhecimentos adquiridos.
 
(...) O trabalho realizado, ao sair do seu espaço formal de sala de aula atinge, nos espaços comuns, a sua vocação comunicativa. É nesta literalidade do pôr em comum que se abre caminho a todos sentidos, a todas as interpretações. Os corredores, átrios, jardim são, agora, lugares de encontro e, porque não, de aprendizagem. Desta forma a partilha implica, entre o autor e o respetivo observador, a promessa de um sentido. (...)

 Silva, A. (2016) Nos corredores da escola in Estudar, Investigar e Intervir. Porto ESE


Lazer no tempo livre

O lazer no tempo livre é parte integrante de um ideal democrático que facilita o desenvolvimento pessoal e social de crianças e adultos. Baseia-se em práticas de sociabilidade geradoras de uma solidariedade e identidade grupal que assumem uma função de libertação ou evasão, em relação à pressão da rotinarização da vida quotidiana.

O lazer no tempo livre assume uma importante função de resistência, libertação, rutura e evasão em relação a uma crescente banalização e rotinarização da vida quotidiana.
 
Araújo, MJ; Monteiro, H & Lopes, JT " InfantiCidades"
 

 
 


Saturday, February 26, 2022

ARTE na ESCOLA

 O ensino das artes no tempo livre desenvolve a capacidade de usufruir do tempo com qualidade, com  implicação, com prazer.

 A arte na escola deixou de ser uma mera atividade para se tornar um conhecimento. É maravilhoso que a criança tenha oportunidade de brincar como ela queira, que ela desenhe, pinte, veja a imagem, seja capaz de ler e criticar a imagem, se enriqueça.

Na linguagem é importante conhecer novas palavras na arte é preciso conhecer novas  imagens.

Ana Mae Barbosa

Sunday, February 20, 2022

ENCONTRO. TRABALHO REPRODUTIVO, CUIDADOS E SERVIÇO DOMÉSTICO

 4 a 6 de Março

 

O Programa da conferência 

Instituto de Sociologia, e pode ser acedido através deste link

O Encontro vai decorrer em três locais diferentes, mas não muito distantes. 
Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Via Panorâmica s/n), nas manhãs de sexta-feira e sábado. 
No edifício FLUP I&D (na Rua dos Bragas, 289, ao lado da Faculdade de Direito) nas tardes de sexta e sábado e na noite de sábado. 
Na Galeria Geraldes da Silva (Rua St Ildefonso, 225), na sexta à noite e no domingo.
A entrada é livre, mas com inscrição obrigatória.
O Encontro insere-se num conjunto vasto de iniciativas.
Além das conferências plenárias (com Tithi Battacharya e com Helena Hirata), thaverá uma sessão plenária de apresentação e debate do relatório da Organização Internacional do Trabalho sobre este tema.
Três sessões de teatro-fórum (um dos dispositivos do teatro do oprimido) relacionadas com o tema dos cuidados e do serviço doméstico, com peças apresentadas por um grupo de Madrid, um grupo de Lisboa e por um grupo do Porto.  
Exposição "Mulheres todos os dias", na Galeria Geraldes da Silva
Visita guiada com uma das suas fundadoras, na sexta-feira à noite, que nos contará as histórias dos muitos materiais expostos.
 
Nestes dias, e num diálogo com o Encontro, está em cena, no Teatro Carlos Alberto, a peça "Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa",  de Sara Barros Leitão, que parte da experiência daquele sindicato para contar "a história das mulheres que limpam o mundo, das mulheres que cuidam do mundo, das mulheres que produzem, educam e preparam a força de trabalho".

Link do programa. Trabalho reprodutivo, cuidados e serviço doméstico | Instituto de Sociologia

Comissão organizadora
Inês Barbosa, José Soeiro, Sofia Cruz e Tânia Leão (IS-UP)

Friday, March 19, 2021

INFÂNCIA, GLOBALIZAÇÃO E NATUREZA

 


Tema: Crianças, Direitos Humanos e Natureza: unidos e relacionados.
Maria José Araújo, Phd Education Professor at the College of Education in the Polytechnic Institute in Porto, Portugal.
Hugo Monteiro, Instituto Politécnico do Porto, Portugal; Professor Adjunto (Ciências da Educação).

Wednesday, October 7, 2020

Lançamento dia 9 outubro 21h

Os Direitos das Crianças, subscritos há 3 décadas pela quase totalidade dos países membros das Nações Unidas, mas tantas vezes letra morta ou mera formalidade no quotidiano de cada um destes países, são ponto de partida para cada um dos textos que integram este livro. Evitando o vazio da celebração ou o formalismo do discurso técnico, cada capítulo desta publicação esclarece limites e explora impensados, exigindo a valorização dos Direitos das Crianças como ímpeto para a construção de alternativas educativas, sociais e cívicas que coloquem as crianças no centro do discurso e no coração da ação. Os autores e autoras são acima de tudo aliados na reivindicação do direito a uma infância emancipada, dignificada e atuante. Académicos ou ativistas, artistas ou professores, são intérpretes adultos de uma infância com quem convivem por profissão, convicção e militância. Sem desistir nem dos Direitos nem da sua urgência, estas abordagens denunciam a recorrência da utilização dos Direitos Humanos ou dos Direitos das Crianças como cortinas de fumo para a sistémica subalternização da criança na construção do presente e do futuro. Por tudo isto, este é um livro crítico, provocador e reivindicativo.

SONORIDADES PEDAGÓGICAS

  Neste número 2 das Sonoridades Pedagógicas , partilhamos preocupações sobre Educação artística e Expressão artística, nomeadamente, os equ...