Preocupados com a infância, o brincar e as brincadeiras pode significar escutar e caminhar numa aventura sem fim. Esta Plataforma, de iniciativa de Adriana Friedman, tem o objetivo de divulgar pensamentos, pesquisas e ações que juntem quem se interesssa por estas temáticas.
O tempo livre, seja para adultos, crianças ou jovens, é marcado por uma agenda muito preenchida, com muitas atividades organizadas em função do trabalho, da atividade escolar e das ocupações dos pais e encarregados de educação, o que torna o usufruto desse tempo, correlativo de liberdade, muito difícil. O verdadeiro tempo livre devia ser o tempo em que temos a a hipótese de escolher o que fazer .
Monday, July 6, 2026
Monday, April 27, 2026
SONORIDADES PEDAGÓGICAS
Jorge Alexandre Costa e Maria José Araújo
Educação artística - Expressão artística
Duas palavras, dois conceitos.
Dois substantivos diferentes e um mesmo adjetivo.
Quando falamos de educação artística é de educação que falamos. E quando falamos de expressão é de expressão que falamos. Em ambos os casos educação e expressão têm tantas possibilidades quantas pessoas que se amarram aos termos, o que não são é uma e a mesma coisa, precisamos entender o adjetivo que as qualifica e clarifica. Este é o sentido da nossa ‘expressão linguística’ neste texto. As ambições da educação artística são amplas e nem sempre muito claras, sobretudo quando nos referimos ao trabalho com crianças. Os estudos sobre as produções na infância têm crescido nos últimos anos, mesmo assim é necessário combater preconceitos sobre a atividade criadora da criança, que denota alguma dificuldade de olhar as crianças em função das suas formas culturais e motivações. ‘Dar a volta por cima’ entendendo que a arte na infância é muito diferente da arte na vida adulta. Se é a educação que nos interessa - o aprender sobre arte -, então vale a pena lembrar que esta pertence ao domínio da pedagogia, mas se é atividade artística no âmbito da educação que nos interessa, continuemos no caminho trilhado pela preocupação pedagógica e não tanto pela estética. (...)
Edição: INET – md | CIPEM
em colaboração com as Edições Furar o Cerco
contacto: cipem@ese.ipp.pt
ISBN:978-972-8969-82-0
2025
Thursday, July 17, 2025
INFÂNCIA
Ideias de (anulação) de infância
Lembremos que infância não é apenas uma fase da vida biológica, nem se apresenta linguisticamente como tal. Qualifica-se frequentemente por “infantil” o comportamento irrefletido, a atuação insensata, escavando um fosso moral entre um comportamento “adulto”, que se encoraja independentemente da idade biológica, e uma atitude “infantil”, que se conota negativamente, para lá de qualquer critério etário. É, aliás, o cumprimento de uma sentença já etimologicamente traçada, quando constatamos que “infância”, na sua raiz latina, é originariamente o ser que não tinha acesso a linguagem, estando como tal condenado a não ter razão. Daí a aliança entre infância e silêncio, que nos possibilita denunciar uma injustiça que ainda se não venceu, mas que é ao mesmo tempo a chave para uma reabilitação
crítica já em curso. (…)
Thursday, May 8, 2025
Sunday, April 13, 2025
ESSENCIAL com Conceição Lino e Ana Lúcia Martins - SIC
REPORTAGEM SIC
É preciso respeitar o Tempo Livre
A maioria das crianças passa mais horas a trabalhar para a escola ou em atividades extracurriculares, com uma recondução para a atividade escolar do que os adultos a trabalhar. Além das aulas, dos TPC e das atividades organizadas. Tempo para não fazerem nada, para descansar ou para criar as suas próprias brincadeiras.
O Tempo Livre é “Essencial” para as crianças!
A ler:
Maria José Araújo. Crianças Ocupadas. Como algumas opções erradas estão a prejudicar os nossos filhos.
Tuesday, January 7, 2025
INFÂNCIA, TEMPO LIVRE E LUDICIDADE
Número Temático (6) 'CADERNOS DE SOCIOLOGIA' ISUP
| Brincar com balões, berlindes, bolas de sabão e tudo o que estiver à mão. |
Neste número dos Cadernos de Sociologia, propomos alargar a nossa força argumentativa sobre a necessidade de se considerar as práticas de tempo livre num quadro lúdico que respeite a infância e as suas circunstâncias. Pretende-se contribuir para a reflexão sobre a necessidade de inverter as condições de usufruto do tempo, valorizando a ‘conversa’, nos espaços de acolhimento para crianças: escolas, jardins de infância, centros de atividades de tempos livres (ATL), ludotecas, entre tantos outros. Esta é uma publicação que, esperamos, possa ajudar a desconstruir os conceitos e ideias feitas sobre infância, o tempo livre e a ludicidade, mobilizando a atenção das diferentes pessoas que têm à sua responsabilidade crianças e jovens, nos inúmeros projetos, que constantemente surgem como contribuições de ‘ocupação de tempos livres’.
https://ojs.letras.up.pt/index.php/Cadernos-ISUP_1/issue/view/932
Texto em: Araújo, M. J. Barbosa, I. (2024). INFÂNCIA, TEMPO LIVRE E LUDICIDADE. Cadernos IS-UP, (6). Obtido de https://ojs.letras.up.pt/index.php/Cadernos-ISUP_1/article/view/14715
Monday, December 30, 2024
Práticas Profissionais, Tempo Livre e Saúde Ocupacional
Acaba de sair o número 9(2) da Revista EstreiaDiálogos.
Um número dedicado às Práticas Profissionais, Tempo Livre e Saúde Ocupacional
Ser livre é ser autodeterminado, dizia Kant, lembrando que o sujeito é sempre livre, apesar de viver acorrentado em mundos divididos e distintos. Na convicção de que a Investigação-Ação Participativa permite aventuras, revelações e transformações por esses mundos, propomos aos leitores narrativas de Práticas Profissionais, Tempo Livre e Saúde Ocupacional que não são somente um transmissor obediente do significado da investigação, mas antes nos questionam sobre a nossa identidade pessoal, social e cultural. Neste desígnio, parece necessário um conhecimento que ajude a compreender que os tempos em educação não se remetem à escolarização e nem somente à prática em sala de aula, mas também às relações e performances artísticas, de sociabilidade e solidariedade com a comunidade, em que coexistem diferentes atores e agentes ocioeducativos. Se o leitor recordar a sua própria educação, certamente se lembrará das horas de recreio, de convívio em encontros científicos, em concertos, no cinema, no teatro, numa exposição ou num museu e, assim, da imensa quantidade de aprendizagens que fez em tantos lugares outros, nos seus tempos livres (do Editorial)
Acesso: https://www.estreiadialogos.com/c%C3%B3pia-estreiadi%C3%A1logos-n-%C2%BA-15
Sunday, August 25, 2024
Congresso Internacional de Educação Artística 2024
Wednesday, March 13, 2024
VIVER ENTRE DOIS MUNDOS : Reflexões sobre tempo livre e envelhecimento em três tópicos
O aumento da esperança de vida é, muitas vezes, verbalizado de uma forma negativa como um drama, uma complicação... Envelhecimento e declínio andam a par em quase todos os discursos mediáticos, levando a pensar que ficar mais velho é negativo, é perder competitividade e recusar tudo o que é novo (Araújo, 2018). Desengane-se o leitor/a, já que os/as mais velhos/as são essenciais na vida das comunidades, preocupam-se com a evolução social, são atores de mudança através da sua implicação em movimentos associativos e sociais, voluntários em hospitais e outras instituições, são políticos e sindicalistas, cidadãos com grande peso eleitoral pela sua experiência de vida e muitas vezes cuidadores/as incansáveis (Deschavannne, 2010). A sua reputação de inativos/as ou pouco ativos/as – olhada a partir da idade –, configura um abuso de linguagem, na medida em que se generaliza para toda a população idosa, ignorando as especificidades pessoais e condições de vida de cada pessoa e o seu direito ao descanso, depois de uma vida de trabalho. Estas interrogações impõem que sublinhemos a importância de uma genealogia das formas assumidas pelos desejos do repouso, da tranquilidade, distração, evasão e aventura, de uma história que deixe de considerar negativas as formas de passividade e positivas as formas de atividade, por mais insignificantes que sejam, de uma história da velhice menos assustada com a improdutividade do tempo e da ociosidade (Corbin, 2001: 15). Aliás, o ócio não é não fazer nada, mas sim fazer muitas coisas diferentes daquelas que são reconhecidas pelas formulações dogmáticas da classe dominante (Stevenson: 2016). Pensar o usufruto do tempo e do espaço na velhice requer uma nova forma de pensar, sentir e agir em relação à idade e ao envelhecimento. Exige considerar acesa a chama do combate ao estereótipo, ao preconceito e à discriminação como é, aliás, proposto pela Organização Mundial de Saúde na Estratégia de Envelhecimento Saudável 2020-2030. (...)
Araújo, Maria José. "Educadores sociais". LAPLAGE EM REVISTA 6 3 (2020): 75-82. http://dx.doi.org/10.24115/s2446-6220202063934p.75-82.
Friday, December 8, 2023
Escola a Tempo Inteiro: se as crianças votassem a conversa seria outra!
O programa da Escola a Tempo Inteiro (ETI) e a organização, nas escolas públicas, das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), criou um novo espaço público de educação que está, constantemente, a ser reequacionado pelos diferentes atores políticos. Trata-se de um espaço pensado pelo Ministério da Educação mas “gerido e operacionalizado” pelas autarquias. As Associações de Pais e Encarregados de Educação assim como, as Instituições Particulares de Solidariedade Social podem, também, em parceria concorrer ao programa. O seu desenvolvimento criou alguns constrangimentos; em primeiro lugar às crianças que viram o seu “tempo livre” ser invadido por atividades em tudo semelhantes às que já tinham na escola(s) durante o tempo letivo (o seu tempo “não livre”) e, em segundo lugar, às escolas e aos professores, que percecionam este programa, com inquietação, como mais uma responsabilidade. Estas duas questões estão interligadas na medida em que quem propõe é o Ministério da Educação e quem contrata os/as profissionais (professores/as, animadores, etc), para as diferentes áreas lúdico-expressivas e implementa as atividades são, normalmente, as autarquias. É uma teia de relações intrincada e deixa de lado aspetos relacionados com a vida e a cultura das crianças, mas não só. Deixa em aberto a questão da profissionalidade dos professores/as de música, artes plásticas, drama, língua gestual portuguesa, desporto, entre outros. Trata-se de contratações que são, geralmente, realizadas em função de uma possibilidade laboral, para cumprir as vagas de um programa pré-estabelecido, que tem sido rotinizado criando muitos constrangimentos na vida de uns e outros.
i) Ocupação da componente letiva dos docentes em atividades de apoio ao estudo e supervisão das AEC; ii) valorização das áreas curriculares nucleares - português e matemática; iii) organização de atividades nas áreas de expressão e apoio ao estudo, no horário pós-letivo.
Educação artistica por molde
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| Susana Lopes |
Saturday, December 2, 2023
II Seminário Direito ao Tempo Livre, Lazer e Cultura na infância e juventude.
Realizou-se a 18
novembro 2023 o II Seminário Direito ao Tempo Livre, Lazer e Cultura na
infância e juventude. Organizado pela Cooperativa de Ensino e Desenvolvimento da
Ribeira Grande - A Ponte Norte, através da Rede Municipal dos CATL - Centros de
Atividades de Tempos Livres, com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande,
este encontro juntou no Teatro Ribeiragrandense várias pessoas que
desempenham diferentes papeis – de relevo – na vida das crianças da região.
O debate de ideias sobre o significado do usufruto do Tempo Livre – um tempo em que escolhemos o que fazemos – foi dinâmico, polémico, generoso e entusiasmado. Não faltaram, contudo, as perplexidades sobre as dificuldades de criar bem-estar para os mais novos.
Consideradas como cidadãos sob tutela, as crianças ficam dependentes dos adultos para fazer valer o seu direito a brincar, sobretudo ao ar livre como lembraram os participantes.
Na verdade, o paradigma dominante, no que concerne à organização de vida e do tempo das crianças, tem induzido a um aumento da pressão sobre elas, seja na Escola, em casa ou no ATL nomeadamente, prescrevendo e organizando atividades como os TPC. Mas os participantes de forma clara e assertiva não se deixam intimidar e declararam a sua solidariedade e vontade em fazer respeitar os direitos das crianças a brincar e dar opinião sobre as suas vidas.
Apelando às metodologias participativas estes profissionais afirmaram- em voz bem alta - que a criança tem muito a dizer sobre os seus quotidianos. Ou seja, em vez de serem convidadas a conformar-se com a realidade, tal qual é, são convidadas a conhecer, a descobrir através da experiência lúdico-expressiva o que de melhor a vida tem para lhes dar.
Que bom foi participar neste Seminário, que bom é saber que a 'insubmissão' é uma possibilidade educativa!
I SEMINÁRIO OS SENTIDOS DO TRABALHO ACADÉMICO
5 e 6 de dezembro de 2023
Mais informações em: https://gata.ese.ipp.pt/?page_id=952
Saturday, October 21, 2023
Diálogos Educativos
Acaba de sair o livro
Maria José Araújo, Pedro Duarte e Carina Coelho (Orgs)
Wednesday, June 14, 2023
AS CRIANÇAS E O VENTO
Só se entende a natureza quando a percorremos e dela fazemos parte integrante, dizia Henry Thoreau em Walden ou a Vida nos Bosques, a propósito da sensação de liberdade que um passeio ao ar livre, pelos bosques, pode trazer ao caminhante. É delicioso quando o corpo é um só sentido e aspira deleite através de cada poro, (Thoreau, 1999: 149). Essa estranha liberdade cria afinidade com as folhas esvoaçantes, que cortam a respiração, sobretudo quando o vento sopra e ruge, levanta as folhas e faz alertas: uma espécie de sentinela da terra, previne o coelho para que fuja da raposa e alerta as crianças para a velocidade e a leveza, incentivando-as a correr atrás das folhas e a brincar com elas, no espaço. O espaço porque fundamental para o ser humano em geral, e em particular para as crianças, é um indicador do que se pode fazer. Quando não se tem bosque, não se viaja? Imagina-se?
Maria José Araújo e Hugo Monteiro
Apresentação do livro : O Direito das Crianças à Cidade
18 de Outubro 18h na FLUP
Sala de Reuniões 1

Descrição
Sunday, April 9, 2023
APRESENTAÇÃO DE LIVRO
13 de ABRIL 2023 - 18h
Auditório da Escola Superior de Educação do P. Porto
Sunday, March 19, 2023
Nos Corredores da Escola
Os corredores. o jardim, a cantina, o bar, as escadas e os recantos onde nos encontramos e reencontramos para partilhar ideias são espaços de lazer no tempo livre ?
Os diferentes eventos e trocas culturais que acontecem num corredor de uma escola são espaços de lazer no tempo livre?
Silva, A. (2016) Nos corredores da escola in Estudar, Investigar e Intervir. Porto ESE
Lazer no tempo livre
O lazer no tempo livre é parte integrante de um ideal democrático que facilita o desenvolvimento pessoal e social de crianças e adultos. Baseia-se em práticas de sociabilidade geradoras de uma solidariedade e identidade grupal que assumem uma função de libertação ou evasão, em relação à pressão da rotinarização da vida quotidiana.
A VEZ E A VOZ DAS CRIANÇAS
Preocupados com a infância, o brincar e as brincadeiras pode significar escutar e caminhar numa aventura sem fim. Esta Plataforma, de ini...
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A Importância do Tempo Livre Ocupar os tempos livres, livremente, significa realizar qualquer atividade que nos apeteça, sem obrigações...
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Ideias de (anulação) de infância Lembremos que infância não é apenas uma fase da vida biológica, nem se apresenta linguisticamente como ta...

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