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| Susana Lopes |
O tempo livre, seja para adultos, crianças ou jovens, é marcado por uma agenda muito preenchida, com muitas atividades organizadas em função do trabalho, da atividade escolar e das ocupações dos pais e encarregados de educação, o que torna o usufruto desse tempo, correlativo de liberdade, muito difícil. O verdadeiro tempo livre devia ser o tempo em que temos a a hipótese de escolher o que fazer .
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| Susana Lopes |
Realizou-se a 18
novembro 2023 o II Seminário Direito ao Tempo Livre, Lazer e Cultura na
infância e juventude. Organizado pela Cooperativa de Ensino e Desenvolvimento da
Ribeira Grande - A Ponte Norte, através da Rede Municipal dos CATL - Centros de
Atividades de Tempos Livres, com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande,
este encontro juntou no Teatro Ribeiragrandense várias pessoas que
desempenham diferentes papeis – de relevo – na vida das crianças da região.
O debate de ideias sobre o significado do usufruto do Tempo Livre – um tempo em que escolhemos o que fazemos – foi dinâmico, polémico, generoso e entusiasmado. Não faltaram, contudo, as perplexidades sobre as dificuldades de criar bem-estar para os mais novos.
Consideradas como cidadãos sob tutela, as crianças ficam dependentes dos adultos para fazer valer o seu direito a brincar, sobretudo ao ar livre como lembraram os participantes.
Na verdade, o paradigma dominante, no que concerne à organização de vida e do tempo das crianças, tem induzido a um aumento da pressão sobre elas, seja na Escola, em casa ou no ATL nomeadamente, prescrevendo e organizando atividades como os TPC. Mas os participantes de forma clara e assertiva não se deixam intimidar e declararam a sua solidariedade e vontade em fazer respeitar os direitos das crianças a brincar e dar opinião sobre as suas vidas.
Apelando às metodologias participativas estes profissionais afirmaram- em voz bem alta - que a criança tem muito a dizer sobre os seus quotidianos. Ou seja, em vez de serem convidadas a conformar-se com a realidade, tal qual é, são convidadas a conhecer, a descobrir através da experiência lúdico-expressiva o que de melhor a vida tem para lhes dar.
Que bom foi participar neste Seminário, que bom é saber que a 'insubmissão' é uma possibilidade educativa!
Acaba de sair o livro
Só se entende a natureza quando a percorremos e dela fazemos parte integrante, dizia Henry Thoreau em Walden ou a Vida nos Bosques, a propósito da sensação de liberdade que um passeio ao ar livre, pelos bosques, pode trazer ao caminhante. É delicioso quando o corpo é um só sentido e aspira deleite através de cada poro, (Thoreau, 1999: 149). Essa estranha liberdade cria afinidade com as folhas esvoaçantes, que cortam a respiração, sobretudo quando o vento sopra e ruge, levanta as folhas e faz alertas: uma espécie de sentinela da terra, previne o coelho para que fuja da raposa e alerta as crianças para a velocidade e a leveza, incentivando-as a correr atrás das folhas e a brincar com elas, no espaço. O espaço porque fundamental para o ser humano em geral, e em particular para as crianças, é um indicador do que se pode fazer. Quando não se tem bosque, não se viaja? Imagina-se?
Maria José Araújo e Hugo Monteiro
18 de Outubro 18h na FLUP
Sala de Reuniões 1

Descrição
13 de ABRIL 2023 - 18h
Auditório da Escola Superior de Educação do P. Porto
Neste número 2 das Sonoridades Pedagógicas , partilhamos preocupações sobre Educação artística e Expressão artística, nomeadamente, os equ...